quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

A Revolução Tecnológica na Educação: Desafios e Novas Perspectivas




















A Revolução Tecnológica na Educação: Desafios e Novas Perspectivas

Vivemos em uma era de profundas transformações tecnológicas que afetam diretamente todas as profissões, e a docência não fica de fora desse movimento. O artigo de Novais e Zan (2025) analisa como a Inteligência Artificial (IA) está impactando a educação, trazendo desafios e mudanças significativas. O estudo levanta questões como a substituição parcial dos professores pela IA, o aumento do desemprego estrutural na área e a necessidade urgente de ressignificar o papel docente diante dessa nova realidade.

"À medida que o capitalismo avança com a inserção massiva de tecnologias, também cresce o controle sobre o trabalho dos professores, gerando precarização e novas demandas na formação e atuação desses profissionais" (Novais & Zan, 2025).


O Uso de Telas na Educação e a Nova Legislação

Além das mudanças tecnológicas, a educação enfrenta desafios relacionados ao uso excessivo de telas por crianças e adolescentes. A recente Lei nº 15.100/2025, criada para proteger a saúde mental e física dos alunos, impõe restrições ao uso de aparelhos eletrônicos na educação básica. De acordo com a norma, os dispositivos devem permanecer desligados e guardados durante as aulas e intervalos, com exceções apenas para fins pedagógicos, acessibilidade e necessidades de saúde.

Para regulamentar essa lei no Mato Grosso do Sul, a Resolução SED nº 4.388/2025 estabelece medidas disciplinares para o descumprimento e incentiva ações educativas sobre os riscos do uso excessivo de tecnologia.

Um Novo Olhar Sobre o Uso de Celulares nas Escolas

Confesso que ainda não tenho uma opinião totalmente formada sobre a proibição do uso de celulares em sala de aula, mas ao ingressar no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), me senti entrando no meio de uma guerra. Sempre enxerguei essa questão do lado de fora, como mãe e como aluna. Agora, ao estar na posição dos professores, percebo que lidar com seres humanos não vem com manual de instruções.

Muitas famílias estão mais preocupadas em oferecer dispositivos eletrônicos para manter as crianças entretidas do que em proporcionar um tempo de qualidade com elas. A proibição do celular na escola, por si só, não resolve o problema se não houver uma reeducação dos pais, que muitas vezes não acompanham de perto a vida escolar dos filhos. Como incentivar o estudo de uma criança quando, em casa, o exemplo dado é o contrário?

Estamos vivendo uma inversão de valores. Durante anos, ouvimos que era preciso estimular as crianças para que aprendessem melhor. Hoje, enfrentamos o efeito contrário: uma geração hiperestimulada que, ao chegar à escola, encontra um ambiente tradicional com móveis e livros que já não satisfazem suas expectativas.

E ao verem seus professores recebendo ligações e tirando atividades de eletrônicos, sentem-se indiferentes aos demais. O aprendizado deve vir pelo exemplo. A velha máxima "faça o que eu digo, não faça o que eu faço" nunca funcionou. Será que agora tem alguma possibilidade de funcionar?

A discussão está longe de um consenso, e os desafios são inúmeros. O equilíbrio entre tecnologia e educação exige estratégias bem planejadas, envolvimento da família e um olhar atento às necessidades individuais dos alunos. O que precisamos não é apenas de proibições, mas de um modelo educativo que prepare os estudantes para um futuro onde o uso consciente da tecnologia seja um aliado e não um obstáculo.


Os Riscos do Uso Excessivo de Telas

De acordo com Cruz et al. (2024):

"O uso excessivo de telas por crianças e adolescentes pode levar a impactos negativos na saúde mental, incluindo distúrbios do sono, ansiedade, depressão, ideação suicida, variações no humor e dificuldades nas interações sociais" (ResearchGate).

A pesquisa TIC KIDS ONLINE BRASIL 2019 revelou que 89% das crianças e adolescentes brasileiros de 9 a 17 anos usavam a internet, com 95% acessando via celular. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou o documento #MenosTelas#MaisSaúde para orientar pais sobre o uso equilibrado da tecnologia.

A médica Roberta Tanabe destaca:

"A redução de áreas de lazer e o aumento da violência urbana incentivam o uso de telas, intensificado pela pandemia. O uso excessivo pode afetar o desenvolvimento infantil, gerando sedentarismo, obesidade, distúrbios do sono, atrasos na linguagem e dificuldades de atenção."

Para minimizar esses impactos, recomenda-se:

✅ Supervisão ativa dos responsáveis; 

✅ Incentivo a brincadeiras ao ar livre; 

✅ Equilíbrio entre experiências digitais e reais; 

✅ Estímulo à leitura para evitar a redução de habilidades cognitivas e criativas.

O exemplo dos pais e o ambiente familiar são fundamentais para estabelecer hábitos saudáveis no uso da tecnologia.

A tecnologia veio para ficar, mas seu uso consciente é essencial para garantir um desenvolvimento saudável das novas gerações. O papel da escola e da família nesse contexto é essencial para encontrar um equilíbrio entre aprendizado e bem-estar.

📢 O que você acha dessas mudanças? Deixe sua opinião nos comentários!


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Quando a Realidade Pesa: O Desafio de Estudar e Sobreviver

A vida tem um jeito irônico de nos testar. Imagine equilibrar estudos, trabalho e contas a pagar enquanto cuida de uma família. Parece um roteiro de filme, mas é a realidade de muitos estudantes que lutam para conquistar um futuro melhor.

Nesta semana, vivi a ansiedade de aguardar uma resposta sobre um freelancer para sexta e sábado. Entre a esperança e a incerteza, minha rotina segue dividida entre buscar conhecimento na faculdade e encontrar formas de pagar as contas no fim do mês, além de tentar economizar algo para um fundo de emergência. Como mãe, a responsabilidade só aumenta.

No fim, minha intuição estava certa: não fui chamada para o trabalho no bar. Provavelmente, não atingi a meta de vendas. E assim, recomeça a busca por um novo freelancer para garantir o básico. Estudar em um curso integral é um desafio gigantesco. Dependemos de bolsas e trabalhos noturnos que, inevitavelmente, comprometem nossa vida acadêmica. A neurociência reforça a importância do descanso, da alimentação equilibrada e do bem-estar emocional para um aprendizado eficaz, mas a realidade de quem não tem estabilidade financeira é outra. O cenário não é viver, é sobreviver. E, muitas vezes, sinto que o governo pouco se importa.

A Luta Começou Cedo

Essa batalha não é de hoje. Desde os 8 anos de idade, precisei trabalhar. Naquela época, a fiscalização do trabalho infantil era ineficaz e, se eu não trabalhasse, também não estudaria. As aulas na escola e a merenda eram gratuitas, mas livros, uniformes, cadernos, lápis e outros materiais precisavam ser comprados. Minha mãe, empregada doméstica, recebia menos de meio salário mínimo, enquanto a inflação ditava nossa realidade. Morávamos no interior, e, por ser analfabeta, minha mãe aceitava trabalhos mal pagos com a justificativa de que nos ofereciam comida. Era uma sobrevivência precária. Saíamos de casa às 6h da manhã e voltávamos depois das 20h. O cansaço era tanto que me lembro de dormir em pé e acordar ao me chocar contra um poste ou cair de um banco onde tentava descansar por alguns minutos.

Apesar das dificuldades, sempre acreditei que o conhecimento era a chave para mudar de vida. Nos meus momentos de folga, corria até a biblioteca da escola em busca de algum milagre que pudesse transformar aquela realidade precária. Hoje, aos 46 anos, cursando o terceiro período de Psicologia, compreendo que a única "ajuda" que aquelas pessoas deram à minha mãe foi reforçar o que ela sempre me dizia: "Estude para melhorar de vida". Foi isso que me impulsionou.

A Diferença Entre Quem Pode e Quem Não Pode

Recentemente, fiz uma busca nas redes sociais pelos filhos das famílias para as quais minha mãe e eu trabalhamos. A conclusão foi clara: quem tem recursos para investir em conhecimento vê seus filhos alcançarem patamares inimagináveis. Mas eu sigo com um objetivo firme: quebrar essa bolha da pobreza e proporcionar uma realidade melhor para minhas filhas. Se tem algo que já posso celebrar, é que saí da miséria. Agora, é seguir rumo ao próximo passo!

Vivemos em um cenário onde muito se fala de inclusão e acessibilidade, mas, na prática, isso ainda está longe de ser uma realidade. A deficiência se manifesta de formas diferentes para cada indivíduo, e muitas vezes, o excesso de cansaço por ter que dar conta de múltiplas tarefas quase se assemelha a uma deficiência intelectual. Mas esse é um estudo para outro momento. O fato de nunca poder dizer que estou cansada faz com que me sinta mal por me sentir exausta nos dias de hoje. Faço acompanhamento psicológico para superar os desafios e traumas, mas ainda é difícil lidar com algumas recordações.

Se você também enfrenta desafios semelhantes, saiba que você não está sozinho. Compartilhe essa história e ajude a dar visibilidade a uma realidade que precisa ser mudada. Juntos, podemos construir um futuro melhor!


terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Reflexões de uma nova jornada: trabalho, maternidade e recomeço

Hoje acordei com a mente fervilhando de ideias para escrever este artigo. Nem todas são incríveis, eu confesso, mas todas têm um propósito. Quero compartilhar um pouco sobre minhas tentativas de expandir minhas redes sociais, minha primeira semana de trabalho em uma boate (bar), como tem sido minha vida desde que cheguei a Mato Grosso do Sul, minha experiência com a volta às aulas, minha mudança para um novo lar e os fantasmas do passado que ainda me desafiam a seguir em frente.

Ah, e tem também a inquietação que sinto por ter 46 anos e ainda não ter minha casa própria. São muitos temas para um único artigo, então vamos por partes.

Já abordei alguns desses assuntos no artigo A Jornada de uma Estudante aos 40: Superação e Realização, então, para evitar repetições, hoje quero trazer novas reflexões e experiências que ainda não compartilhei.


A chegada a Dourados: desafios e emoções misturadas

No dia 4 de abril de 2024, cheguei a Dourados acompanhada da minha filha adolescente e da minha cachorrinha idosa. Desde o início, enfrentei desafios. Morei na casa da minha filha mais velha, que estava grávida, e foi um período intenso, cheio de gatilhos emocionais. As culpas do passado vieram à tona, me fazendo reviver erros que, na época, eu simplesmente não sabia como evitar.

Minha relação com minha filha mais velha é complexa. Como qualquer ser humano, ela tem traumas. Como qualquer mãe, eu carrego culpas. Em diversos momentos, tive vontade de pedir perdão por tudo o que ela entende como erro da minha parte. Mas, quando tomei decisões no passado, fiz o melhor que pude com o conhecimento que tinha. Hoje, tento ser uma mãe melhor para minha caçula, mas não é fácil. Minha filha do meio também precisa de ajuda, e eu, muitas vezes, não sei como dar.

Uma nova experiência de trabalho: lições de um bar

Foi minha filha do meio quem me ajudou a conseguir um emprego. Ela trabalha em um bar e me indicou para uma vaga. Durante o treinamento, nos dias 4 e 5 de fevereiro, percebi o quanto ela é querida pelos amigos. O carinho com que fui recebida me fez refletir: por que minhas duas filhas mais velhas, filhas do mesmo pai, são tão diferentes? O que na trajetória delas fez com que atraísse pessoas tão distintas para suas vidas?

Vida acadêmica e responsabilidades

Apesar de ter saído da casa da minha filha mais velha no dia 31 de janeiro, ainda não estou em paz. Divido meu tempo entre escrever para este blog, trabalhar, estudar, cuidar da minha cachorrinha idosa e administrar um projeto de extensão, além de resolver questões do PIBID.

A realidade financeira é um desafio constante. Mesmo recebendo auxílio permanência e bolsa do PIBID, o trabalho é necessário para pagar o aluguel e sustentar minha filha e minha cachorrinha.

Recentemente, fiz um curso de educação financeira no site do gov.com e tive uma revelação importante: preciso construir uma reserva financeira urgentemente. O futuro que estou tentando construir depende de organização e planejamento, e essa será minha próxima meta.

Reflexão final

Minha jornada em Mato Grosso do Sul tem sido um misto de desafios e aprendizados. Estou reconstruindo minha vida, enfrentando fantasmas do passado e tentando equilibrar maternidade, estudos e trabalho. Espero que, ao compartilhar minha experiência, eu possa inspirar quem também enfrenta dificuldades a seguir em frente.

Se você gostou deste texto, compartilhe com alguém que possa se identificar. Afinal, todos estamos em busca de um caminho melhor.

"Você já passou por uma experiência parecida? Compartilhe sua história nos comentários!"

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